domingo, 28 de outubro de 2018

Crítica | The Walking Dead: Temporada 9 Episódio 1 - Um Novo Começo (Com Spoilers)

Após vários meses, finalmente estreou no dia 7 de outubro a temporada que vai redefinir a série. Esta nona temporada é muito importante para que a série volte a ter uma alta audiência ou não. Ou que volte a ter a qualidade que a série tinha antes, ou não, é claro. O fato é que Scott Gmple, que tinha feito com que a série diminuísse bastante a sua audiência e que tinha tomado más decisões para as duas temporadas passadas, acabou saindo de seu cargo e passou ele para Angela Kang, que está há muito tempo escrevendo alguns episódios da série. Veio confirmação da saída de um importante ator e veio um bom trailer para que as expectativas dos fãs subissem, já que disseram que essa temporada está recomeçando The Walking Dead e que as coisas serão diferentes. A oitava temporada foi um cúmulo, cheio de episódios que oferecem pouco à trama, um roteiro muitas vezes mal escrito, trilha sonora fraca, personagens bons jogados fora sendo pouco desenvolvidos, cenas de ação sem emoção (Algumas confusas), uma fotografia sem vida e uma grande morte feita de uma forma sem graça e fácil. A oitava temporada foi uma enorme decepção e um desrespeito para quem assiste a série e chegou até abril de 2018 assistindo. Minhas expectativas eram muito altas e não foi à toa que se tornou no mínimo a segunda pior temporada da série, perdendo só para a sétima. Diante de uma série que se tornou problemática, chata e tendo uma queda considerável de audiência, aparentemente os produtores, diretores, roteiristas e principalmente a Angela Kang, estão tentando consertar os erros graves que Scott Gimple e a produção fizeram. Felizmente, essa temporada começou de forma bem positiva, e é evidente que eles estão tentando começar a série do zero, evitando os erros de antes. Os primeiros minutos do episódio mostram um pouco de Alexandria mais nova; Judith falando com Michonne em frente a uma pintura que ela faz; Rick, Michonne e Judith em um campo vendo pássaros voarem, tendo uma excelente trilha sonora; alguns dos personagens principais cavalgando e o Santuário é mostrado também. O episódio tem o seu início com boas cenas que mostram como estão as coisas depois de um ano depois dos eventos da temporada anterior.


A parte do episódio situada no Museu também é interessante. A construção de mundo no lugar é bem utilizada e ainda temos uma cereja no bolo para a pequena parte do episódio que se passa no museu: O vidro quebrando. Um ótimo suspense é construído a partir de aquilo, fazendo o espectador temer para que aquilo não se quebre e para que ninguém corra perigo ali. Criando uma angústia no espectador, a cena do vidro acaba sendo uma das melhores de todo o episódio. Ezekiel é o que corre perigo e acabou sendo bem previsível ele sobreviver, já que ele é uma das principais caras da temporada. O romance de Carol e Ezekiel é outro elemento muto bem colocado, com um texto que não chega a falhar nisso. O pedido de casamento a Carol também possui um bom texto e para o espectador que não ficou sabendo desse spoiler, pode ser uma bela surpresa. Após isso, temos a morte ainda no início do episódio de um garoto que acabou de ser apresentado na série nesse mesmo episódio, o Ken. Um drama de Maggie e os outros é estabelecido por sua morte e o espectador apenas não se entristece pelo fim do garoto por ser um personagem qualquer que mal apareceu. Mas o interessante da morte desse garoto é que os personagens principais não estão mais tão acostumados com mortes de pessoas próximas, já que após a guerra contra Negan, eles tiveram mais paz. É por isso que as reações deles foram fortes. E já que eles mal estão tendo problemas com outros homens nos últimos tempos, uma morte acaba sendo mais rara e os zumbis já não são grandes problemas pra eles mais. Já deixou de ser faz tempo. Depois tivemos o luto por ele e a reclamação da mãe de Ken a Maggie por ele ter saído de Hilltop junto com ela. Isso acaba sendo o principal problema do episódio e Gregory, se aproveitando da situação, acaba convencendo ao pai de Ken que matar Maggie é uma boa ideia para ele voltar a ter o poder sobre Hilltop, já que nem em uma votação na comunidade ele conseguiu alcançar esse objetivo. Acabou que o pai do garoto tentou matá-la, fracassando com Maggie descobrindo sua identidade e ela, brava com Gregory, tenta tirar satisfações com ele e luta com ele. Gregory não consegue matá-la e ela dá a ele um castigo merecido: A morte. Claramente é previsível que Gregory não consiga alcançar o seu objetivo, já que sabemos muito bem que a nona temporada não começaria com a morte de uma personagem grande como a Maggie e sabemos muito bem que ela ainda tem mais episódios pela frente. A última cena do episódio é o resultado das chances que Gregory perdeu, ele morre sufocado nas cordas na frente de todos em Hilltop.


Agora o foco é sobre o núcleo de Daryl no Santuário. Sabemos agora que após a guerra contra Negan, Daryl ficou encarregado de tomar conta das coisas lá. Mas acabou revelando a Rick que ele não se sente bem no Santuário e que ele gostaria de morar em Hilltop com Maggie e Hershel Junior, bebê dela. Vemos que Daryl claramente não gosta dos Salvadores e que ele não possui boas lembranças boas do lugar. Não é à toa, pois ele foi maltratado em uma cela no local pouco depois da morte de Glenn. Após a decisão justa do personagem, outra cena com ele é a com a Carol. Vemos a evidente amizade dos dois principalmente por ele dizer que está feliz com a relação dela com Ezekiel. É uma cena rápida, mas bem bonita. Antes da última cena do episódio, Rick chega a Hilltop para conversar com Maggie sobre o problema com os Salvadores no Santuário por culpa da falta de comidas lá. Ele quer que ela ajude o Santuário dando alimentos a eles. Se tem um nome que esse episódio poderia se chamar a não ser '' Um Novo Começo '' é '' Política '', já que que não são poucas coisas aqui que não tenham isso no meio. E devo que dizer que o roteiro no episódio inteiro funciona. São vários os núcleos que prendem o espectador e que não são feitos pro nada ou para apenas estender o episódio. Esse episódio não possui surpresas e nem acontecimentos gigantes. A ideia é desenvolver a história com calma, sem pressa e com competência. Estamos à beira de vermos o provável maior acontecimento de The Walking Dead e a última coisa que os realizadores devem fazer é errar.



O episódio Um Novo Começo começa de forma competente e calma a temporada. A corrida para desfazer o prejuízo feito por Scott Gimple é evidente não apenas nesse episódio, mas nos dois episódios sucessores também. Talvez no episódio 4. A série pós-apocalítica voltou com força.



Nota: 8.3\10

domingo, 21 de outubro de 2018

Crítica | Missão: Impossível - Efeito Fallout (Com Spoilers)

Depois de três anos de descanso, eis que Ethan Hunt entra em mais uma missão impossivelmente impossível. Essa franquia sempre deixou muito claro que Ethan Hunt sempre vai correr um risco enorme de perder a vida e, somando isso com as ideias mirabolantes do herói de conseguir alcançar os seus objetivos, temos um filme muito competente. Missão: Impossível - Efeito Fallout não é aquele tipo de filme que contém cenas de ação que não fazem o menor sentido, como a franquia Velozes e Furiosos, por exemplo. Muito pelo contrário, o filme sabe muito bem o que é o limite e sim, Ethan Hunt tinha tudo pra perder a vida nesse longa e as fugas dele em situações extremas dificilmente aconteceriam na vida real, pra não dizer que seria impossível. O filme sabe muito bem qual é o limite da gravidade e o que realmente torna essas situações impossíveis é a dificuldade de se sair delas, e não a falta de sentido. Sem algo como perseguições de submarinos com carros no gelo ou carros pulando de prédio em prédio, pois se o filme não ultrapassa os limites em cenas de ação, ele basicamente está no limite, só que no extremo. E eu devo dizer que Ethan Hunt, se não o mais, é um dos personagens mais sortudos da história do cinema. Ele sabe bem que pode se dar mal a qualquer momento em algumas missões, mas acaba fazendo-as mesmo assim. É uma das coisas que constrói o personagem e dá personalidade a ele. Tom Cruise mais uma vez brilha fazendo o seu personagem, ele está excelente aqui e bastante à vontade. Todo o restante do elenco é competente nos papéis, especialmente Henry Cavil que interpreta muito bem o falso ajudante do herói e é um vilão calculista.


A trilha sonora é uma das ótimas qualidades do longa, ela não apenas dá um ar de suspense, mas dá uma atmosfera que funciona muito bem dentro de situações inesperadas. A história do longa é bastante simples, tudo o que eles devem fazer é desarmar uma bomba. O filme não se preocupa muito em apresentar coisas novas pra fazer com que o longa seja original. Mas Efeito Fallout se preocupa muito mais em uma coisa do que quaisquer outras: Espionagem e cenas de ação. Esses dois elementos sempre são bem presentes na franquia e mais uma vez, no sexto longa, eles são os maiores acertos do filme. O filme tem algumas surpresas e uma cena do longa que revela o disfarce de alguns personagens é confusa. Descobrimos nessa cena revelações inusitadas que claro, são clichês desnecessários que poderiam ser invertidos em revelações melhores. Mas mesmo assim, isso jamais chega a estragar o filme, já que os acertos são maiores que os erros, mas é uma cena clichê confusa que pode dá um nó na cabeça do espectador. Voltando a falar das cenas de ação, elas não são confusas. Nós conseguimos ver bem as coreografias das lutas e também cada segundo que as cenas de ação possuem, não há confusão visual aqui, que é algo que arruína muitos filmes. Mesmo o diretor fazendo alguns poucos cortes rápidos no filme e algumas chacoalhações, ele não faz isso com exagero, pelo contrário, faz pouco e oferece uma boa visão do que está acontecendo. Isso é uma das coisas que fazem com que filmes de ação sejam bons. Nenhum diretor precisa fazer com que uma cena de ação trema ou tenha rapidíssimos cortes para apresentar emoção nelas, mas precisa mostrar detalhes do que acontece. Como fazer isso? Deixar a câmera parada quando for necessário e mostrar diferentes ângulos das cenas deixando-as fluir bem na visão do espectador, fazendo algumas ficarem por seis segundos. A noção de espaço também deve ser presente nas cenas de ação, principalmente para blockbusters.


Caindo para o foco de falar sobre a espionagem apresentada no filme, ela não tem novidades, mas funciona bem. A duração do filme, ainda que não precisava muito ser longa, não é um erro, já que ela não apresenta muitas inutilidades pra história. Os minutos finais são sensacionais, todo aquele plano que eles tiveram tinha tudo pra dar errado, principalmente pelo pouco tempo que eles tiveram pra conseguir o que eles queriam, eram apenas quinze minutos!



Missão: Impossível - Efeito Fallout brilha estando no nível do primeiro filme e sendo um dos melhores filmes de ação dos últimos anos. Funciona por evitar erros que outros filmes do gênero possuem e ainda acertar bastante.


Nota: 9.5\10








The Walking Dead | Minhas apostas de quem sobrevive e não sobrevive para os Sussurradores

*ATENÇÃO!!!! Este post possui SPOILERS da nona temporada de The Walking Dead e também da HQ que originou a série. Fique por sua conta em ri...