Após vários meses, finalmente estreou no dia 7 de outubro a temporada que vai redefinir a série. Esta nona temporada é muito importante para que a série volte a ter uma alta audiência ou não. Ou que volte a ter a qualidade que a série tinha antes, ou não, é claro. O fato é que Scott Gmple, que tinha feito com que a série diminuísse bastante a sua audiência e que tinha tomado más decisões para as duas temporadas passadas, acabou saindo de seu cargo e passou ele para Angela Kang, que está há muito tempo escrevendo alguns episódios da série. Veio confirmação da saída de um importante ator e veio um bom trailer para que as expectativas dos fãs subissem, já que disseram que essa temporada está recomeçando The Walking Dead e que as coisas serão diferentes. A oitava temporada foi um cúmulo, cheio de episódios que oferecem pouco à trama, um roteiro muitas vezes mal escrito, trilha sonora fraca, personagens bons jogados fora sendo pouco desenvolvidos, cenas de ação sem emoção (Algumas confusas), uma fotografia sem vida e uma grande morte feita de uma forma sem graça e fácil. A oitava temporada foi uma enorme decepção e um desrespeito para quem assiste a série e chegou até abril de 2018 assistindo. Minhas expectativas eram muito altas e não foi à toa que se tornou no mínimo a segunda pior temporada da série, perdendo só para a sétima. Diante de uma série que se tornou problemática, chata e tendo uma queda considerável de audiência, aparentemente os produtores, diretores, roteiristas e principalmente a Angela Kang, estão tentando consertar os erros graves que Scott Gimple e a produção fizeram. Felizmente, essa temporada começou de forma bem positiva, e é evidente que eles estão tentando começar a série do zero, evitando os erros de antes. Os primeiros minutos do episódio mostram um pouco de Alexandria mais nova; Judith falando com Michonne em frente a uma pintura que ela faz; Rick, Michonne e Judith em um campo vendo pássaros voarem, tendo uma excelente trilha sonora; alguns dos personagens principais cavalgando e o Santuário é mostrado também. O episódio tem o seu início com boas cenas que mostram como estão as coisas depois de um ano depois dos eventos da temporada anterior.
A parte do episódio situada no Museu também é interessante. A construção de mundo no lugar é bem utilizada e ainda temos uma cereja no bolo para a pequena parte do episódio que se passa no museu: O vidro quebrando. Um ótimo suspense é construído a partir de aquilo, fazendo o espectador temer para que aquilo não se quebre e para que ninguém corra perigo ali. Criando uma angústia no espectador, a cena do vidro acaba sendo uma das melhores de todo o episódio. Ezekiel é o que corre perigo e acabou sendo bem previsível ele sobreviver, já que ele é uma das principais caras da temporada. O romance de Carol e Ezekiel é outro elemento muto bem colocado, com um texto que não chega a falhar nisso. O pedido de casamento a Carol também possui um bom texto e para o espectador que não ficou sabendo desse spoiler, pode ser uma bela surpresa. Após isso, temos a morte ainda no início do episódio de um garoto que acabou de ser apresentado na série nesse mesmo episódio, o Ken. Um drama de Maggie e os outros é estabelecido por sua morte e o espectador apenas não se entristece pelo fim do garoto por ser um personagem qualquer que mal apareceu. Mas o interessante da morte desse garoto é que os personagens principais não estão mais tão acostumados com mortes de pessoas próximas, já que após a guerra contra Negan, eles tiveram mais paz. É por isso que as reações deles foram fortes. E já que eles mal estão tendo problemas com outros homens nos últimos tempos, uma morte acaba sendo mais rara e os zumbis já não são grandes problemas pra eles mais. Já deixou de ser faz tempo. Depois tivemos o luto por ele e a reclamação da mãe de Ken a Maggie por ele ter saído de Hilltop junto com ela. Isso acaba sendo o principal problema do episódio e Gregory, se aproveitando da situação, acaba convencendo ao pai de Ken que matar Maggie é uma boa ideia para ele voltar a ter o poder sobre Hilltop, já que nem em uma votação na comunidade ele conseguiu alcançar esse objetivo. Acabou que o pai do garoto tentou matá-la, fracassando com Maggie descobrindo sua identidade e ela, brava com Gregory, tenta tirar satisfações com ele e luta com ele. Gregory não consegue matá-la e ela dá a ele um castigo merecido: A morte. Claramente é previsível que Gregory não consiga alcançar o seu objetivo, já que sabemos muito bem que a nona temporada não começaria com a morte de uma personagem grande como a Maggie e sabemos muito bem que ela ainda tem mais episódios pela frente. A última cena do episódio é o resultado das chances que Gregory perdeu, ele morre sufocado nas cordas na frente de todos em Hilltop.
Agora o foco é sobre o núcleo de Daryl no Santuário. Sabemos agora que após a guerra contra Negan, Daryl ficou encarregado de tomar conta das coisas lá. Mas acabou revelando a Rick que ele não se sente bem no Santuário e que ele gostaria de morar em Hilltop com Maggie e Hershel Junior, bebê dela. Vemos que Daryl claramente não gosta dos Salvadores e que ele não possui boas lembranças boas do lugar. Não é à toa, pois ele foi maltratado em uma cela no local pouco depois da morte de Glenn. Após a decisão justa do personagem, outra cena com ele é a com a Carol. Vemos a evidente amizade dos dois principalmente por ele dizer que está feliz com a relação dela com Ezekiel. É uma cena rápida, mas bem bonita. Antes da última cena do episódio, Rick chega a Hilltop para conversar com Maggie sobre o problema com os Salvadores no Santuário por culpa da falta de comidas lá. Ele quer que ela ajude o Santuário dando alimentos a eles. Se tem um nome que esse episódio poderia se chamar a não ser '' Um Novo Começo '' é '' Política '', já que que não são poucas coisas aqui que não tenham isso no meio. E devo que dizer que o roteiro no episódio inteiro funciona. São vários os núcleos que prendem o espectador e que não são feitos pro nada ou para apenas estender o episódio. Esse episódio não possui surpresas e nem acontecimentos gigantes. A ideia é desenvolver a história com calma, sem pressa e com competência. Estamos à beira de vermos o provável maior acontecimento de The Walking Dead e a última coisa que os realizadores devem fazer é errar.
O episódio Um Novo Começo começa de forma competente e calma a temporada. A corrida para desfazer o prejuízo feito por Scott Gimple é evidente não apenas nesse episódio, mas nos dois episódios sucessores também. Talvez no episódio 4. A série pós-apocalítica voltou com força.
Nota: 8.3\10
Agora o foco é sobre o núcleo de Daryl no Santuário. Sabemos agora que após a guerra contra Negan, Daryl ficou encarregado de tomar conta das coisas lá. Mas acabou revelando a Rick que ele não se sente bem no Santuário e que ele gostaria de morar em Hilltop com Maggie e Hershel Junior, bebê dela. Vemos que Daryl claramente não gosta dos Salvadores e que ele não possui boas lembranças boas do lugar. Não é à toa, pois ele foi maltratado em uma cela no local pouco depois da morte de Glenn. Após a decisão justa do personagem, outra cena com ele é a com a Carol. Vemos a evidente amizade dos dois principalmente por ele dizer que está feliz com a relação dela com Ezekiel. É uma cena rápida, mas bem bonita. Antes da última cena do episódio, Rick chega a Hilltop para conversar com Maggie sobre o problema com os Salvadores no Santuário por culpa da falta de comidas lá. Ele quer que ela ajude o Santuário dando alimentos a eles. Se tem um nome que esse episódio poderia se chamar a não ser '' Um Novo Começo '' é '' Política '', já que que não são poucas coisas aqui que não tenham isso no meio. E devo que dizer que o roteiro no episódio inteiro funciona. São vários os núcleos que prendem o espectador e que não são feitos pro nada ou para apenas estender o episódio. Esse episódio não possui surpresas e nem acontecimentos gigantes. A ideia é desenvolver a história com calma, sem pressa e com competência. Estamos à beira de vermos o provável maior acontecimento de The Walking Dead e a última coisa que os realizadores devem fazer é errar.
O episódio Um Novo Começo começa de forma competente e calma a temporada. A corrida para desfazer o prejuízo feito por Scott Gimple é evidente não apenas nesse episódio, mas nos dois episódios sucessores também. Talvez no episódio 4. A série pós-apocalítica voltou com força.
Nota: 8.3\10