quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Crítica | Liga da Justiça

Depois de um longo tempo de espera e muita expectativa, finalmente Liga da Justiça lançou. Se passou muito tempo desde quando o desenho animado Superamigos estreou na TV e apenas agora um filme com os membros da Liga da Justiça estreou. Aqui vai a minha análise do filme. O filme conta a história de Bruce Wayne e Diana Prince, que tentam recrutar pessoas meta-humanas para salvarem o planeta de uma grande catástrofe. Dentre os meta-humanos que eles querem recrutar, estão os famosos Flash, Aquaman e Cyborg. Falarei sobre a história: Ela é simples, nem tanto complexa e pouco original. A história não apresenta nenhuma coisa de tão nova, ou seja, pouca originalidade. Ela é boa, mas que não possui variedades, o que faz o filme também não ter variedades. Resumindo: Faltou criatividade pra criar uma história mais original. Outro ponto que não se deve ignorar são os heróis que não estiveram no filme, não que um filme que tenha seis heróis fique ruim por isso, lembra de Vingadores em 2012? Então! O problema é que infelizmente o filme não explorou muito o seu universo, explorou pouquíssimo. O universo da DC possui bem mais coisas do que esse filme explorou. É um filme com os principais heróis da DC, poderia ter explorado bastante coisas, mas não foi isso que aconteceu. Alguns personagens que participam nos quadrinhos da própria Liga da Justiça e nos desenhos animados nem aparecem no longa, caindo na lista de elementos da DC que não foram explorados no filme. Sobre o vilão, basicamente não é péssimo ao meu ver, mas também longe de ser uma maravilha. É apenas um vilão que simplesmente está lá pra alcançar os seus objetivos e que não possui tanta determinação assim, é um vilão razoável, sem ser original e normal demais. Sobre as atuações, elas são boas, todos os atores sendo competentes em seus papeis, inclusive o Ray Fisher, interpretando o Cyborg. A trilha sonora do filme também é um elemento que poderia ser mais competente no filme. A trilha sonora de Mulher Maravilha é extremamente boa, uma das melhores trilha sonoras do ano ao meu ver. Mas a trilha desse filme é esquecível e fraca, não dando emoção para as cenas de ação. apenas uma trilha sonora que só cumpre o seu papel e mais nada, diferente da trilha de Mulher Maravilha, que é muito boa e ótima. Sobre as cenas de ação, elas são boas e bem coreografadas, algumas poderiam melhor ter sido feitas em ambiente aberto e não fechado, para ter noção de que os personagens possuem muito espaço para lutarem, mas mesmo assim, todas as cenas de ação foram bem feitas. O visual dos personagens, como as roupas de armaduras deles, são bem feitos e combinam bem com eles. Sendo roupas computadorizadas ou não, são visualmente legais. Comentando sobre os trailers, é bem melhor que deixe eles para lá, pois dá para perceber que muitas cenas do filme estão nos trailers, desnecessariamente. Os trailers de hoje estão apelativos, revelando coisas importantes sobre a trama de um filme. Sobre o humor do longa, a DC, para poder competir com a Marvel nesse gênero, colocou o humor nesse filme, para desfazer o que tinham feito em Batman vs Superman: A Origem da Justiça, pois muitos não gostavam dos filmes da DC terem pouco humor. O humor desse filme é bom, a maioria das piadas funcionam e o personagem Barry Allen (ou Flash) serve muitas vezes como um alívio cômico, algumas vezes sendo forçado, mas valendo a maioria das vezes, pelo personagem sendo de fato bem engraçado. O filme é competente em ser engraçado, mas ele seria bem melhor tendo mais drama talvez, pois em Mulher Maravilha, o drama compensa muito, inclusive, o filme é bem superior a Liga da Justiça. E a Liga da Justiça que conhecemos tem toque sombrio, não apenas engraçado, o toque sombrio foi deixado de lado nesse filme o tornando mais humorístico do que o normal, o que já é um problema, ao meu ver, pelo filme não conseguir se sustentar tendo muito humor, tornando o humor forçado algumas vezes. Poderia ter sido melhor se houvesse mais equilíbrio, entre o humor e o toque sombrio. Um outro problema que o filme possui é a curta duração do longa. Não exatamente a duração, mas como ela faz o filme ter alguns problemas. O problema é que o filme rapidamente começa de um jeito, que você vai saber abaixo. AVISO: ABAIXO POSSUI SPOILERS DO INÍCIO DO FILME.







Bom, foi avisado. O filme já começa com o Bruce conversando com Aquaman, querendo convencer ele de lutar ao seu lado. Depois, rapidamente Bruce e Diana recrutam Flash e Cyborg. Seria melhor se tudo isso fosse feito com mais calma, em poucos minutos de filme eles se juntam e lutam. Pra haver melhor desenvolvimento para os personagens e explorar bem mais eles em suas personalidades e como vivem, era melhor o filme ter pelo menos a duração de Mulher Maravilha, o que seria bom, pois no filme da amazona o desenvolvimento dos personagens foi bem presente e acertou em cheio. O filme possui 121 minutos e tirando os créditos, ele tem 110 minutos ou mais. Ou seja, em relação a outros filmes da DC, esse filme é bem menor em duração. O longa pode também dar a sensação de que acabou um pouco rápido.






No fim, Liga da Justiça é um filme simples e bom, não ruim, mas que possui algumas oportunidades perdidas que se fossem evitadas, poderia ter feito com que o filme fosse bem melhor.




Nota: 6,5\10







terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Crítica | Thor: Ragnarok


A franquia do Thor é considerada fraca por muitos (Eu tenho que rever os outros filmes para eu ver se posso achar bom ou ruim), mas esse terceiro filme mostrou que a Marvel quando quer fazer algo bom, consegue, e na maioria das vezes. A trama gira em torno de Thor, que tem o dever de salvar o seu planeta Asgard da destruição. O filme é bem divertido, algumas piadas funcionam, outras nem tanto. Mas o filme é muito competente em ser uma comédia de super herói e a maioria das piadas do filme funcionam. O visual do filme é colorido e bem bonito, como sempre a Marvel acerta nesse ponto. Os personagens do filme também são um ponto alto, pois são carismáticos e os atores são bem competentes em seus papéis. A atriz Cate Blanchett que faz a Hela interpretou muito bem a sua personagem, entregando uma boa vilã para o filme, nada que se possa dizer que é uma grande maravilha de vilã, mas longe de ser ruim entregando uma vilã um pouco acima da média. Temos Chris Hemsworth interpretando mais uma vez o Thor, que estava fora dos filmes do Universo Cinematográfico Marvel há um bom tempo, tendo sua ultima aparição regular em um filme, em Vingadores: Era de Ultron, tendo uma pequena participação em Doutor Estranho, em uma cena pós créditos. Chris interpreta muito bem o seu personagem, entregando um ótimo protagonista e claro, um protagonista engraçado. Temos Mark Ruffalo interpretando Bruce Banner ou claro, o Hulk. O ator continua fazendo seu personagem ser engraçado e atua muito bem na terceira aventura do Thor. Resumindo, todos os atores foram bons, interpretaram bem os seus papeis e uns sendo alívios cômicos. Comentarei sobre Loki: Ao contrário de um vilão, Loki é basicamente um dos heróis do filme. Não espere ele fazendo maldades como no primeiro filme dos Vingadores, ele está lá pra ajudar. Claramente, apesar de tudo o que Loki fez, a relação dele com o Thor, por eles serem irmãos, é normal. Loki claramente faz coisas não muito certas no filme, mas no fim, ele sai como herói. As cenas de ação são boas, muito bem feitas, é um filme atraente. Muitos reclamam que a Marvel exagera em colocar muita comédia em seus filmes, mas ao meu ver, se um filme é uma comédia de super herói, porque tem que ser obrigatório ele possuir drama? Se um filme é uma coisa, ele não precisa ter obrigatoriamente outras coisas que sejam diferentes ao que o filme é. Se um filme é uma comédia, ótimo. Desde que um filme seja bom sendo apenas uma comédia, está bom. A necessidade de outras coisas ao meu ver, é quando um filme não se sustenta tendo apenas um gênero. Dependendo se um filme se sustentar tendo apenas um gênero ou não, tem filmes que se sustentam, outros não. Thor: Ragnarok obviamente não é apenas uma comédia, é um filme de ação também. Pela competência que Thor: Ragnarok trata os seus gêneros, o filme se sustenta tendo apenas eles, felizmente. Sobre a trilha sonora, ela é boa. A música de Thor: Ragnarok que toca nos trailers é bem gostosa de escutar e claro, em uma parte do filme acaba tocando, na hora certa. A história do filme é simples e boa, nada tão original, mas longe de ser ruim e é interessante. Se você ainda não viu as cenas pós créditos, eu recomendo você ver a primeira cena pós créditos, pois com certeza tem conexão com Vingadores: Guerra Infinita. A segunda cena nem é tão importante assim, mas não custa nada dá uma conferida, não é?


No fim, Thor: Ragnarok fica como um dos ótimos acertos da Marvel, mostrando que o Universo Cinematográfico Marvel ainda tem forças pra continuar sendo ótimo. 




Nota: 9,3\10









domingo, 3 de dezembro de 2017

Crítica | Emoji - O Filme

Sem saber mais o que criar, tentaram pensar em algo que já existe para fazerem um filme. Pensaram em algo artificial, sem originalidade e pronto, Emoji - O Filme foi criado e produzido. Nem irei contar a sinopse, pois nem ela consegue ser interessante. O filme está lotado de erros e poucos acertos. Vamos para os acertos primeiro: O visual. O visual do filme é bonito e bem colorido. Não é como o visual que a Pixar e a Disney já nos proporcionaram com qualidades de animação fantásticas, como as de Procurando Dory, Moana e inclusive um curta da Pixar chamado Piper, em que parece que foi gravado na vida real com puro realismo. São visuais normais os de Emoji, não uma maravilha, mas na média. A outra questão que se acertou no longa foram algumas piadas, que podem fazer com que o espectador se divirta e ria, mas ao meu ver, poucas são as piadas que funcionam. A personagem da mão pode ser alvo de alguns risos, dependendo da idade de cada pessoa que assiste ao filme. Para mim, foram apenas alguns risinhos e nada mais do que isso, incluindo todas as piadas presentes do filme. Isso mesmo, foram apenas esses os acertos mesmo, agora vou citar os erros: História artificial. Que ideia foi essa de fazer um filme com emojis, não é mesmo? Olha, uma coisa que todos devem saber, é que não importa do que o filme se trata, mas o importante é como o filme trata. Infelizmente o filme trata sua premissa (que já não é boa coisa) de forma bem ruim e fraca. O filme não possui uma grande reviravolta. Sua aventura é sem emoção e sem graça. Dá uma noção de que os personagens nunca vão estar realmente em perigo e se você ser adulto, eu não recomendo nenhum um pouco para você, assista se quiser, mas eu já vou logo avisando que a experiência pode não ser muito agradável, ou pode talvez, mas é mais provável que nem seja tanto. Os personagens do filme são artificiais, a mensagem do filme é artificial, pois nada é feito com naturalidade e eficiência, além do visual que é bom. Uma coisa do filme que soa ser bem boba, é que os emojis podem melhorar a vida de uma pessoa, ou fazer algo maravilhoso para uma pessoa. O filme trata os emojis como algo sério e não como algo apenas divertido. Os emojis do filme possuem um grande marco de suas vidas, que é tirar fotos, para essas fotos aparecerem nas mensagens das pessoas, como emojis, é claro.



Já bastando um filme artificial, temos um final mais artificial ainda e claro, não acontecendo coisas interessantes para a trama. No fim, Emoji - O Filme decepciona e diverte, mas bem pouco. Talvez muito pra alguns, mas para a maioria, bem pouco. Não foi dessa vez, Sony.


Nota: 1,5\10











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